domingo, 1 de junho de 2008

Escolha!...

Terei de decidir!...

Permanecer e acatar as minhas obrigações para a eternidade que abraçarei em breve se não partir de imediato!. Posso ficar, suportar nos ombros o peso de uma tarefa que não deveria ser minha! Posso permanecer neste local que me consume e que me limita cada vez mais a capacidade de escolha, que se entranha nas minhas arterias de forma a correr velozmente no meu sangue como um virus que nao estou pronta para combater!

Ou... posso apenas partir! Fugir do que me prende! Sair, escolher qualquer outro caminho!

Posso livrar-me deste fardo que me pesa nas costas mas eleva-lo à consciencia pela partida, pelo descartar de obrigações que são minhas desde que me lembro, as quais não posso abandonar. Pelo peso que recairá sobre os ombros de outro alguem que me será querido. Não posso permitir que esse alguem assuma o peso dessa responsabilidade no meu lugar, que veja a verdade iminente e perturbante nos olhos por quem esta responsavel. Uma verdade que sempre e apenas guardei para mim, que digeri e sofri com ela e que me levou a inocencia. Inocencia essa, que devo preservar em nome daquela que me foi roubada.

Um peso para a eternidade hei-de carregar comigo!
Aquele que agora me pesa nos ombros pela responsabilidade que jamais deveria ser minha, mas que no fim só deixará uma marca de um passado sofrido। Ou, um peso na consciencia pela fuga cobarde e pela responsabilidade da dor de outra pessoa!